A primeira vez que Donkey Kong apareceu nos video-games foi estrelando o título com o seu nome nos arcades. Anos mais tarde, a Nintendo decidiu trazer o personagem novamente para o estrelato, dessa vez no console Super Nintendo. O macacão não decepcionou e se tornou um novo marco para os jogos de plataforma. Hoje a nossa Máquina do Tempo irá viajar para o tempo do grandioso Donkey Kong Country.

Um marco na história


Antes da produção de Donkey Kong iniciar, os desenvolvedores Tim e Chris Stamper investiram e programaram experimentos em uma estação de trabalho de SGI. Eles fizeram esses experimentos para criar um jogo de boxe. Impressionados com o trabalho deles, a Nintendo decidiu trabalhar junto com eles. Genyo Takeda voou direto para o Japão para mostrar o trabalho para que o presidente da Nintendo, Hiroshi Yamauchi, entrasse em acordo com a Rare. A Big N acabou comprando 49% da empresa e a parceria culminou no desenvolvimento de um jogo, com a Rare de Second-Party e utilizando a tecnologia SGI. Os Stampers mostraram interesse em desenvolver um novo jogo baseado em Donkey Kong e obtiveram a permissão da Nintendo.

Durante 18 meses uma equipe de 20 pessoas trabalhou no desenvolvimento do game, sendo doze delas da Rare. Quando a empresa mostrou o primeiro gameplay, eles pediram para que a dificuldade do game fosse diminuída, pois assim ele iria abrangir um número maior de jogadores. Para aqueles que curtem um jogo mais hardcore, existiriam mundos secretos que iriam providenciar dificuldades. As fases iniciais seriam mais fáceis e gradativamente o jogo iria ficando mais difícil. Quase no final do desenvolvimento, Shigeru Miyamoto, o criador do personagem, deu umas sugestões, entre elas o ataque “Hand Slap” do macacão.

O próprio Donkey Kong teve sua aparência retrabalhada para um design mais tridimensional. Esse formato foi utilizado novamente nos futuros jogos da franquia, mudando com os avanços tecnológicos. Para criar a movimentação do D.K., os desenvolvedores passaram grande tempo no zoológico observando o dia a dia dos gorilas. O problema é que eles conseguiram visualizar poucos movimentos interessantes e praticamente nenhum deles poderiam ser aproveitados para o video-game. Por fim, eles fizeram as animações de Donkey Kong e Diddy Kong baseados no galope de cavalos.

O personagem Diddy Kong, seria uma atualização do original Donkey Kong Jr, mas como ele ficaria muito parecido com o personagem principal, eles decidiram refazer todo ele. O novo personagem teria o nome de Dinky Kong e depois foi mudado para Diddy. O game foi o primeiro dos consoles mais famosos a usar uma pré-renderização em gráfico 3D.

Peguem as bananas


O jogo segue as aventuras de Donkey Kong e seu companheiro Diddy Kong em busca das bananas roubadas pelo crocodilo King K. Rool e seus lacaios Kremlings. Ele descobre que elas foram roubadas ao entrar no esconderijo debaixo da árvore onde mora. Os dois partem através da ilha Donkey Kong para resgatar o seu tesouro pessoal.

Durante o trajeto, eles enfrentam vários inimigos, principalmente os répteis Kremlings. Donkey Kong é o personagem principal do jogo e recebe ajuda dos seus familiares. Diddy o acompanha durante toda a jornada, Cranky dá dicas para os dois, Candy colabora com os pontos de gravação do jogo, e Funky oferece o meio de transporte. 

Além dos familiares, eles também recebem o ajuda de animais da floresta. Os amigos são o rinoceronte Rambi, a avestruz Expresso, o peixe-espada Enguarde, o sapo Winky, e o papagaio Squawks. Todos tem habilidades diferentes que são necessárias em determinados pontos no trajeto.

Depois de passar por diferentes fases e áreas, os dois macacos chegam ao navio do inimigo, o Gangplank Galleon. King K. Rool está lá para enfrentar a batalha final contra o Donkey Kong. Depois de derrotar o crocodilo, as bananas voltam para o esconderijo e o deixam cheio novamente.

Em equipe é mais divertido


Donkey Kong é um jogo de plataforma em side-scrolling que se extende ao longo de 40 fases diferentes. Cada fase tem um tema único e diversos obstáculos para se atravessar. Além das plataformas, certas fases possuem variantes, como debaixo d’água, “pilotando” um carrinho de minas, usar barris de lançamentos ou pulando de cipó em cipó.

Para derrotar os inimigos basta pular em cima deles, rolar batendo neles, ou usar o movimento do Donkey Kong “Hand Slap”. Alguns inimigos são mais difíceis de vencer, necessitando o uso de um barril ou dos próprios animais amigos. Existem diversas formas de coletar mais vidas, como coletar itens, bananas espalhadas pela fase e as famosas letras que formam K-O-N-G.

No modo de jogo solo, é possível controlar os dois personagens de forma alternada, sendo que os dois aparecem na tela ao mesmo tempo. Donkey Kong é o maior e mais forte da dupla. Ele consegue derrotar os inimigos mais rápido enquanto Diddy Kong é mais rápido e ágil. 

Também é possível jogar no modo multiplayer local. No modo “Contest”, os dois jogadores jogam de forma alternada, em uma espécie de competição para terminar primeiro a fase. No modo “Team”, cada um controla um dos macacos e devem passar as fases como uma equipe.

O pau vai comer

  • Esse foi o jogo da Rare que teve o maior ciclo de desenvolvimento;
  • Quando a Microsoft comprou a Rare em 2002, a empresa achou que fosse ficar com os direitos de Donkey Kong;
  • O Donkey Kong é na verdade um descendente do Donkey original;
  • Cranky Kong é o Donkey Kong original. Mudaram o nome dele para Ranzinza, pois ele fica reclamando o tempo todo;
  • A ideia original das fases no escuro era de que Donkey Kong usasse um capacete de minerador, ao invés do papagaio;
  • O peito dourado de King K. Rool não é uma parte do corpo dele e sim uma armadura;
  • Donkey Kong também é uma gíria popular nos EUA. Lá começou-se a usar a expressão "It's on like Donkey Kong", que não tem uma tradução direta para o português, mas é algo como "O pau vai comer";
  • A Universal Studios tentou processar a Nintendo, alegando que Donkey Kong era uma cópia de King Kong. A Big N ganhou a causa pois King Kong já tinha virado patrimônio cultural;
  • A franquia Donkey Kong já vendeu mais de 48 milhões de jogos no mundo;
  • Existem duas versões para a história do nome de Donkey Kong: Uma delas diz que o nome escolhido por Shigeru Miyamoto teria sido "Monkey Kong", mas teria sido traduzido errado do japonês para o inglês, pois as letras são muito parecidas;
  • A outra história diz que o erro foi exatamente o contrário: Miyamoto achava que a palavra donkey (o animal "burro"), em inglês, poderia ser utilizada como uma ofensa, e que o nome do personagem seria "Kong Burro". Apesar da confusão, os executivos da Nintendo americana teriam gostado do nome, e deixado como estava.

Tio e sobrinho prontos para resgatar todas as bananas

Um dos melhores


Donkey Kong Country foi um marco para a história dos jogos de plataforma. Ele trouxe um gráfico totalmente inovador para o mundo dos 16-bits. A beleza que pode ser vista nos moldes gráficos do cenário e também do personagem fizeram com que o jogo se tornasse um sucesso comercial. Aliado a isso, o jogo traz um gameplay excelente e divertido.

Os personagens são carismáticos e fazem a jogatina se tornar viciante. Além disso, as fases vão se tornando cada vez mais desafiantes e o jogador não sossega enquanto não passar para o próximo desafio. Com a ajuda dos animais, a diversão aumenta e faz ter vontade de jogar todas as fases com eles.

E é claro que as fases dos carrinhos de mineração são inesquecíveis. Existem diversos momentos de ficar brabo e esse é um dos maiores do video-game. Querer completar o jogo 100% é um desafio completo e faz o jogo mais atraente e divertido. Jogar Donkey Kong Country é experimentar a excelência dos jogos de plataforma e se divertir infinitamente.
Facebook
1
Google
 
Top