A Brasil Game Show já acabou, a maior feira da América Latina foi realizada esse ano novamente no Expo Center Norte dos dias 08 à 12 de Outubro e nós estivemos lá conferindo tudo o que vem por ai para passar para vocês.

(Foto: Josué Bertagnoli/Cogumelo Verde)
Vamos começar lamentando, pois mais uma vez a Nintendo não esteve presente, mas isso não significa que não tinha Nintendo lá. O pessoal da Evolução do Videogame estava presente com incríveis consoles clássicos da Nintendo como o Nintendo 64 do Pikachu (confira no fim o álbum de fotos do evento) e um NES de dar inveja a todos que não tem - e até em quem tem.

Agora que já falamos da grande Big N  vamos falar das empresas menores – olha a treta para alguns. A Sony esteve lá levando o grande PS4 com alguns exclusivos e muitos jogos bons, começando pela grande game presente também no estande da Capcom e do Xbox, Street Fighter V, e com a nova personagem brasileira de nome Laura.

A primeira coisa que percebemos ao jogar com a Laura é que capricharam muito no visual dela, realmente lembra uma brasileira, diferentemente do Blanka. E por falar no Blanka, os golpes dele usam a eletricidade igualmente como a Laura, isso sugere que Laura seria algo de Blanka, possivelmente filha - até onde sei ainda não foi revelado nenhum grau de parentesco com ele, mas cá pra nós que é muita coincidência os dois serem brasileiros e usarem golpes elétricos, além desses golpes ela também luta capoeira com outro estilo de luta que não sei dizer qual é.

Bem, Street Fighter V não é só Laura, também podemos ver que o jogo está muito bonito e a build da BGS contou com poucos lutadores, mas é claro que testamos as três maiores lendas do Street. Chun-Li, Ken e Ryu estão com um visual fantástico e com os golpes clássicos, tanto que no momento que você começa a jogar é como se já soubesse tudo sobre eles.

Ainda no estande da PlayStation, vimos o indie brasileiro para o PS4 – estamos preparando uma matéria especial para ele – que é o Horizon Chase e está muito lindo, com uma trilha de fazer chorar. Também estava lá o novo jogo Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados, que está tão lindo quanto o Street, mas diferente dele – pelo menos para alguém fã do Street desde criança – a jogabilidade no inicio é bem estranha, você pega com o tempo mas não é algo que você pega o controle e já se acostuma, demora pelo menos umas quatro partidas para se acostumar e depois disso é só fazer a festa.

(Foto: Josué Bertagnoli/Cogumelo Verde)

(Foto: Josué Bertagnoli/Cogumelo Verde)
Agora vamos dar uma passada em outra concorrente, vamos no estande da Xbox. Podemos ver que a Microsoft não brinca, para começar logo de cara trouxe o grande chefão da Xbox, Phil Spencer, só para começar. E ainda trouxe jogos que ninguém esperava como o Rise of the Tomb Raider, que mostrará a Lara se tornando quem nós sabemos que é. Na mesma parte onde se encontrava o jogo, que infelizmente não podíamos filmar ou tirar fotos, se encontrava um incrível cosplay da Lara Croft que você pode conferir no álbum de fotos logo abaixo.

(Foto: Josué Bertagnoli/Cogumelo Verde)
Também conseguimos jogar o Forza Motosport 6 em simuladores que estavam no estande da Xbox. O jogo no simulador é bem intuitivo, pois parece realmente estar dentro de um carro, porém, ao mesmo tempo os simuladores eram estranhos, pois ficavam muito deitados e para quem é grande era um incomodo enorme, mas isso é de baixa relevância. Vamos voltar a falar do jogo, os gráficos deles estão bonitos, nada excecional, mas a jogabilidade está incrível. Ainda na Xbox, jogamos a demo do novo Final Fantasy 15 que vai ser um dos grandes lançamento de 2016. Essa demo não era grande, mas podemos ver que o mundo vai ser enorme, maior que qualquer outro FF, a jogabilidade está incrível, os gráficos estão incríveis e os golpes sensacionais, ele é um dos jogos que você precisa jogar pelo menos uma vez na sua vida, pois é fantástico, a fila para jogar ele só perdia para dois jogos que ainda vou citar, sendo eles BO3 e Star Wars: Battlefront, ambos jogos de tiro. Jogamos lá também o novo Halo, Halo 5: Guardians, em uma sala fechada onde 12 jogadores de um time enfrentavam 12 de outro, o game está bem fluido e com mecânicas melhores que o anterior, porém aqueles que não curtem jogos futuristas - logo não curtem nenhum Halo - não iram gostar do jogo e o mapa do jogo, para uma partida multiplayer, esta enorme demais, e isso é uma coisa que incomoda, não pelo mapa ser enorme, porque antes da partida demorou demais para poder carregar, não chegamos a contar, mas levou pelo menos uns 5 minutos.

(Foto: Josué Bertagnoli/Cogumelo Verde)
Agora vamos falar do chamado do dever: operações pretas 3, Call of Duty: Black Ops 3, diferentemente do Halo 5, o carregamento do jogo foi instantâneo, claro, isso se deve por causa que o mapa do BO3 é bem menor que Halo. O jogo esta fantástico, – antes de tudo vou comparar ele somente ao BO2 e não ao Ghosts e AW – as mecânicas futuristas que já foram apresentadas em outros jogos da série estão bem fluidas e não incomodam ao jogar. A panic knife ou a facada do susto, não mata mais de primeira, agora é preciso dar duas para poder matar e isso ficou ótimo, pois isso balanceou bem o jogo, que também conta com novos perks, mas não irei abordar esse assunto aqui. O gráfico não é sensacional, mas está bem bonito, mas essa era só uma build demo, então pode ser que na versão final do jogo, os gráficos estejam bem melhores que os vistos na BGS. Agora vamos abordar algumas das "novas" mecânicas, "double jump" e os specialist classes, eu curto muito a franquia Black Ops e devo admitir que estava assustado com essas mecânicas em particular, mas para minha surpresa elas funcionam muito bem, pois você não pode usar o double jump o tempo todo, ele tem um curto tempo de uso e o specialist classes é bem balanceado, se você for um player regular irá conseguir pegar pelo menos uma vez a arma ou habilidade do seu especialista, se for um player avançado conseguirá em média 3 três vezes por partida. O jogo está sensacional, mas é uma pena que não chegará ao Wii U.

(Foto: Josué Bertagnoli/Cogumelo Verde)

(Foto: Josué Bertagnoli/Cogumelo Verde)
Agora vamos fala sobre o mais concorrido da feira, Star Wars: Battlefront. A fila para jogar o jogo estava enorme até no dia fechado para a imprensa. O jogo tem um diferencial dos outros de tiro, o universo Star Wars e a possibilidade de mudar a câmera de primeira para terceira pessoa. O jogo está lindo, acho que é o mais bonitos de todos em questão gráfica, o mapa é grande e lindo, e diferente dos jogos passados eles realmente lembram o universo de Star Wars. O jogo está incrível e eu recomendo a todos tentarem pegar para alguma plataforma, já que não sairá para o Nintendo Wii U. E caso você tenha um PS4 – ou Wii U ou qualquer outro, ou nenhum – você pode participar do sorteio que estamos realizando no Facebook, onde estamos sorteando o game, clique aqui para mais detalhes.

E para terminar nossa cobertura no evento vamos falar dos pequenos grandes jogos, os indies. Não irei citar todos os indies, mas vou falar dos que mais chamaram a nossa atenção, para começar vamos falar do Cuphead, jogo do Xbox One que chama muita atenção pelos... Gráficos. O jogo indie usa os gráficos de desenhos antigos, e com isso conquistou muita gente, mas não chama atenção somente pelos gráficos mas também por sua jogabilidade e dificuldade, o jogo lembra os desenhos antigos do Mickey com a mecânica de Metal Slug, porém, sua arma é sua mão, lembrando também Mega Man, pois podemos dar um tiro com muita potência, é um dos indies mais bonitos, confira o trailer logo a baixo.



(Foto: Josué Bertagnoli/Cogumelo Verde)
Irei falar novamente sobre isso, Horizon Chase, o game brasileiro indie para o PS4 é o segundo indie que mais chama atenção, mas não irei falar sobre ele, pois estamos preparando uma matéria especial sobre o game. Para encerrar falarei sobre mais dois indies, o primeiro é o Aerea Scattered Lands que tem uma ideia inovadora no meu ponto de vista, o jogo é um tipo de RPG onde seus ataques são músicas, sendo que suas armas são instrumentos musicais. O jogo também tem gráficos excelentes, até bons demais para um indie. O segundo jogo não chama atenção pelos seus gráficos, mas sim por sua semelhança. Bloodstone The Ancient Curse, tem gráficos melhorados, mas ao olhar para ele, você acredita que está vendo o clássico jogo de PC, Tibia. Sim, parece que o jogo tem sua base em Tibia, mas isso não tira sua diversão, ele é um RPG muito bom e ainda está sendo desenvolvido e ele também é um indie brasileiro. Tirando o Cuphead, todos os indies citados são brasileiros, podemos ver que nós estamos quase nos tornando uma potencia em criação desses jogos e isso não vai demorar.

Quem esteve na feira teve a oportunidade não só de se divertir, como também de jogar jogos incríveis, e é isso que a Brasil Game Show faz todo ano, por isso gostaria de deixar meus agradecimentos a toda a equipe da feira e a todos que participaram para fazer a maior feira de games da América Latina e que chegue logo a BGS 2016.
BGS 2015

Fotos por Josué Bertagnoli da página Cogumelo Verde.
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