A saga dos Belmont iniciou uma das franquias mais aclamadas do vídeo-game. Na época, Simon Belmont busca o castelo demoníaco de Drácula, chamado Castlevania, para derrotar o temido vampiro. A série iniciou no Nintendinho e veio com tudo para modificar os temas de plataforma. Hoje a nossa Máquina do Tempo vai nos levar ao terceiro título da saga original, que trouxe mais novidades na caça aos vampiros.

Teria sido melhor jogar no Japão


Castlevania III: Dracula’s Curse foi lançado no Japão no ano de 1989 com o nome original de Akumajō Densetsu. Um ano depois ele teve sua versão estadounidense lançada e no ano seguinte a europeia. Criado pela Konami, o jogo possui algumas diferenças entre as versões, mas a principal é o chip coprocessador de audio VRC6. Existente na versão japonesa do jogo, ele adiciona quatro canais de audio extra para simular melhor o som das músicas.

As versões do NES deste lado do planeta não tinham a capacidade de suportar chips de som externos, então a versão dos EUA trocou o VRC6 por um Controlador de Gerenciamento de Memória 5 (MMC5). Mas os canais deste chip não puderam ser usados no NES e as músicas do game, programadas por Hidenori Maezawa, tiveram que sofrer um grande declínio de qualiade para que elas pudessem ser suportadas nos cinco canais de audio.

Outras diferenças também são visíveis no gameplay e também nos gráficos. Ao invés de usar uma adaga para esfaquear, o personagem consegue atirá-las, e isso é o seu ataque principal. Alguns inimigos dão menos dano na versão japonesa e tiveram suas aparências transformadas nas versões daqui. Alguns momentos de nudez também foram censurados e a versão do Japão teve planos de fundo diferentes em vários níveis. Além disso, eles tem diversos efeitos especiais que não vemos na versão dos EUA e da Europa.

Muitas coisas estão escondidas nestas versões e que podem ser acessados entrando com um nome específico no campo do jogador. Ao inserir nome “HELP ME” o jogador iniciará com 10 vidas e tem a opção de começar o game com qualquer um dos três espíritos parceiros e também acessar uma quest mais difícil.

Dracula’s Curse abandona os elementos de ação/aventura e RPG do seu antecessor Castlevania II: Simon’s Quest e volta para o clássico estilo plataforma, que era o mesmo do primeiro jogo da série. Diferentemente do primeiro game, ele não possui um sistema linear. Trevor, o personagem principal, pode ser ajudado por três personagens diferentes e depois de completar o primeiro nível e outros pontos do game, o jogador tem a possibilidade de escolher entre dois caminhos. Isso faz com que múltiplos finais sejam criados para o jogo.

A jogabilidade em si é bem simples, com botões básicos para as ações comuns. Para equilibrar com isso, a dificuldade é bastante elevada, por exemplo você perde mais vida nas fases finais. Os controles respondem de forma rápida e as habilidades de mudança da direção do pulo e da transformação em morcego demonstram bem isso. O gráfico 2D exalta bem o sistema de plataforma, que é difícil e bastante perigoso.

Vamos caçar vampiros


O jogo acontece no ano de 1476, ano em que Conde Drácula começou a devastação da Europa com seu exército de monstros. Ele é uma prequel do jogo original, protagonizado por Simon Belmont. A família Belmont, famosa por caçar vampiros e que foi exilada de Wallachia, foi convocada pela igreja. Apesar da igreja temer o poder “sobre humano” dos Belmont, ela não vê outra opção em chamá-los para impedir que Drácula coloque a Europa na escuridão eterna. O escolhido para a missão é Trevor Belmont, o portador do lendário chicote Vampire Killer.

Na luta contra Dracula, existem outros três personagens jogáveis: Sypha Belnades, uma jovem maga que tem ataque físico fraco, mas é extremamente forte com feitiços e tem uma grande quantidade em sua sabedoria. Outro é Grand Danasty, um pirata que tem a habilidade de subir nas paredes e mudar a direção no meio do pulo (algo raro nos jogos iniciais da série). Por último, Alucard, o filho do Drácula. Um ser híbrido, misto entre vampiro e humano com a habilidade de atirar bolas de fogo e se transformar em morcego.

Trevor pode ter apenas um companheiro por vez e se ele escolher outro, irá abandonar aquele que estava antes. O jogador pode se “transformar espiritualmente” para alternar entre o companheiro e o próprio Trevor, mas ambos compartilham a mesma barra de energia. O final do jogo mudará de acordo com o companheiro que estará acompanhando Trevor ou se ele não escolher nenhum deles.

Diferenças entre as versões

  • Além da diferença do nome, a versão japonesa de Dracula's Curse difere da americana e da européia em diversos pontos;
  • O ataque principal de Grant não é um golpe de sua adaga, mas sim facas atiradas à distância;
  • A fonte principal usada nos textos da versão japonesa é simples e padronizada - diferente do estilo gótico adotado na versão americana;
  • Os seios da chefe Medusa são expostos normalmente na versão japonesa, enquanto nos EUA eles foram alterados para parecer um peitoral masculino. Do mesmo modo, algumas estátuas têm os seios cobertos na versão americana;
  • Os Flea-men corcundas, na versão japonesa, foram substituídos por Gremilins saltitantes;
  • Vários inimigos possuem coloração ou design diferente, ou possuem ataques diferentes;
  • Os cenários de várias fases possuem coloração diferente;
  • A versão japonesa possuía gráficos ligeiramente melhores, com efeitos especiais mais avançados. Isso se deve à falta de outro chip que estava presente na versão japonesa mas não na americana, por ser fabricado pela própria Konami e não pela Nintendo;
  • Nos EUA, o nome de Trevor foi adaptado. Até hoje no Japão ele é chamado de "Ralph Belmondo".

Abertura do jogo Castlevania III: Dracula's Curse

Drácula que me aguarde


A franquia Castlevania é uma das mais famosas e emblemáticas dos video-games. Ela surgiu para revolucionar o tema vampiros que até então não estava muito bem posicionado no mundo virtual. Castlevania III veio para se tornar um marco da própria franquia e até hoje é considerado um dos melhores games do Nintendinho.

O jogo elevou a série a um novo patamar e depois disso só melhorou com os investimentos e poderio dos novos consoles. O jogo tem uma temática interessante e muito bem trabalhada, que leva um certo medo através do suspense. A dificuldade do jogo é bem realista, o que faz com que o jogador se sinta inserido num mundo onde Drácula é o seu pior inimigo.

Os diferentes rumos a serem escolhidos, bem como os três personagens companheiros é um adicional fantástico para o jogo. Faz com que o jogador queira experimentar todas as possibilidades que o game oferece e jogar inúmeras vezes para chegar os diferentes finais.

Castlevania III: Dracula’s Curse é um excelente jogo de plataforma com um tema muito interessante e bem utilizado. É recomendado para os fãs de Castlevania, fãs de jogos de plataforma e apreciadores de vampiros.


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