Desenvolvido pela Platinum, Bayonetta 2 chegou ao Wii U sendo um título exclusivo e com o objetivo de ser um jogo adulto para o console. Após a conclusão do primeiro Bayonetta, nos consoles Xbox 360 e PS3, os fãs da série pediram por uma continuação que não via a luz do dia devido a  falta de interesse das respectivas Microsoft e Sony. Mas foi a Nintendo que conseguiu trazer até nós a tão sonhada continuação. Então, será que o segundo título da bruxa mais querida dos games consegue ser melhor do que o primeiro? Isso é o que veremos nas próximas linhas abaixo.

Uma história bem contada


O jogo começa com a Bayonetta fazendo compras de natal, quando de repente uma ameaça aparece e ela vê sua amiga Jeanne sendo levada para as profundezas do inferno. O objetivo do jogo é salvar sua amiga e para isso a protagonista terá que ir até a montanha Fimbulventr. Há muitos eventos que ocorrem durante o jogo e novos personagens serão introduzidos na história, porém, há sempre uma boa ligação com o primeiro jogo, fazendo com que o enredo se torne mais rico. Apesar de uma campanha curta, o jogo consegue apresentar uma história descente e cheio de surpresas com um toque de humor.

Batalhas frenéticas que o Wii U conseguiu suportar 


As batalhas são impressionantes, Bayonetta se move de forma fluída, a coisa fica ainda melhor quando as invocações gigantescas da Bruxa começam a lutar, há momentos em que o jogador terá que controlar as lutas tanto da bruxa quanto da própria invocação ao mesmo tempo, tudo isso sem trazer estresses ao jogador com queda na taxa de frames, no qual o Wii U impressionou em aguentar 30 fps sem oscilar. Há batalhas no céu, na terra e na água, e para cada um dos ambientes, Bayonetta consegue se transformar em uma criatura, no caso do céu ela criará asas, na água ela se transforma em uma serpente e na terra ela se transforma em pantera, essas transformações auxiliarão na passagem por alguns locais do cenário e também nas batalhas que surgirão.


Bayonetta invocando um de seus "amiguinhos"

O jogo, para não ficar repetitivo, inova em algumas fases, há batalhas em que você controlará avião em outra será um robô. A quantidade de armas são bem variadas, e assim como o primeiro, você terá que pegar os fragmentos de LP para desbloquear. Se no primeiro jogo você conseguia jogar com uma bazuca presa nos pés da bruxa, nesse você patinará em cima de uma serra elétrica.

Há também o Witch Time, uma técnica que é ativada ao realizar desvios no tempo certo, confesso que isso deixou o jogo um pouco mais fácil no momento das batalhas, mas não prejudica em nada a diversão e os desafios que o jogo proporcionará. As finalizações são bem sangrentas e cada inimigo possui uma diferente, fazendo com que o jogador queira fazer todas as finalizações possíveis, essas mesmas são realizadas após apertar os comandos apresentados em tela.

Gráficos e trilha sonora que competem com as franquias de peso


Querendo ou não, as franquias da Nintendo para o Wii U são as que possuem os melhores gráficos e aproveitam o máximo do console, mas Bayonetta 2 mostrou que uma empresa AAA consegue trazer para o Wii U um jogo com qualidade gráfica tão bela que faz inveja a muitos jogos lançados para PS4 e Xone. Claro que o jogo possui algumas texturas no cenário que pode chamar, de forma negativa, a atenção de alguns jogadores, mas quanto aos inimigos encontrados no jogo, é muito legal ver que a cada golpe desferido pela bruxa traz uma reação a aparência do mesmo, podendo o inimigo ter uma mascara quebrada ou uma asa arrancada, por exemplo.

 Finalização no estilo Bayonetta

A trilha sonora do jogo é muito boa e consegue deixar o jogador mais ligado nas batalhas, e durante o momento de exploração, uma música mais tranquila é tocada. Vale ressaltar que a dublagem em inglês ficou bem legal e os momentos cômicos e os mais sérios são bem representados.

Já acabou? Calma que tem mais.


A campanha é curta, algo em torno de 10 horas, mas o jogo não acaba aí, há muitos coletáveis para se pegar e muita coisa para desbloquear. Caso o jogador seja hardcore, o mesmo pode ir atrás de fazer platina em todas as fases ou entrar nos portais que levam para Mulpelheim, lá o jogador encontrará desafios para serem cumpridos, como por exemplo, derrotar os inimigos utilizando só as armas, ou somente com o Witch Time e etc. Há também um modo multiplayer que ajuda a dar uma longevidade no jogo, ele pode ser jogado online ou offline, onde os jogadores competirão para ver quem faz mais pontos derrotando os inimigos.

Um presente da Nintendo


O jogo possuí alguns avatares para a Bayonetta, sendo eles, a Princesa Peach (da séria Mario), Samus Aran (Metroid), Fox McCloud (Star Fox) e Link (The Legend of Zelda) cada um desses avatares afetam não só na aparência da protagonista, mas também em alguns detalhes do jogo, como por exemplo, utilizar o avatar do Fox McCloud irá modificar uma fase que se passa em cima de um jato, onde o mesmo será alterado pela Arwing da séria Star Fox.


O jogo Star Fox Zero deveria ter sido assim

Esses avatares estão bloqueados e serão necessários alguns esforços do jogador para conseguir os pontos necessários para desbloquear.

Além disso, a Nintendo disponibilizou de forma gratuita (para quem comprou no primeiro lote), o primeiro jogo e no mesmo foi também incluído os avatares citados acima. Por ser um dos primeiros jogos do Wii U os Amiibos acabam não funcionando em nenhum dos dois.

Conclusão


Bayonetta surpreendeu, ele é uma compra obrigatória para quem tem um Wii U e é fã de uma boa pancadaria no estilo God of War. O jogo apresentou inovações em relação ao seu antecessor, mas elas não são grandes, há mais cor e vida nos cenários, mas a jogabilidade é quase idêntica, algo que não pode ser levado como ponto negativo, pois o primeiro foi excelente em termos de jogabilidade.

- Jogabilidade: 9
- Gráfico: 9
- Som: 10
- Diversão: 10

Nota Final: 9,5

Gostamos:
- Enredo muito bom que não desconsidera os fatos ocorridos no jogo anterior;
- Gráficos que superam as expectativas dos donos do Wii U;
- Trilha sonora excelente que combina com cada momento;
- Jogabilidade bem fluída;

Não gostamos:
- Campanha curta;
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