Com o sucesso da adaptação de Castlevania produzida pela Netflix, com segunda temporada confirmada para 2018, a série utilizou como inspiração Castlevania III: Dracula’s Curse, game aclamado por muitos fãs e trazendo também o famoso Alucard (Filho de Drácula). O game é o favorito da franquia de ninguém menos que Koji Igarashi, produtor do famoso Castlevania Symphony of the Night.




Aproveitando todo o sucesso da série, hoje falei um pouco sobre este game que na época foi um grande avanço gráfico e jogabilidade. Sem mais delongas vamos entrar juntos nesse universo de sombras e seguir até o castelo do conde Drácula.
Após o sucesso de Castlevania no NES, a Konami decidiu mudar um pouco em Castlevania II: Simon's Quest. O gênero ação-plataforma do original foi substituída por uma abordagem muito mais RPG, que colocou mais ênfase na exploração de itens. Simon's Quest foi um ótimo jogo, porém muitos fãs não aprovaram a direção que Konami seguiu. Felizmente a Konami decidiu retornar a jogabilidade anterior e devolver a série Castlevania às suas raízes. Não só trouxeram de volta a magia do jogo original, mas também conseguiram adicionar novas jogabilidades, para não mencionar um esforço para produzir o que muitos fãs da franquia consideram o melhor título de Castlevania.

Dracula's Curse trouxe de volta o ação-plataforma do original, só que desta vez com algumas novidades. Além do personagem principal, você também encontrará aliados (jogáveis) ao longo do caminho, cada um com habilidades exclusivas.

Trevor Belmont - O herói desta aventura,  um dos mais poderosos Belmont, pois nasceu da união de uma Belmont com um meio-vampiro, acompanhado de seu chicote, o Vampire Killer. Único capaz de usar todas as sub-armas.

Grant DaNasty - Após ter toda sua família assassinada pelos monstro de Drácula, o pirata foi movido pela sede de vingança, Grant acabou amaldiçoado, sendo transformado em um monstro, que agora é o guardião da Torre do Relógio. Ao libertar dessa terrível maldição, você terá acesso a Grant como personagem jogável. Grant possui a habilidade de escalar as paredes que você quiser.

Sypha Belnades - Sypha é uma poderosa maga capaz de manipular elementos naturais. Decide invadir o castelo de Drácula, porém após ela cruzar a floresta das trevas e cruzar o caminho e ser pega de surpresa pela medusa, que selou seu destino. Sypha é transformada em uma estátua, se você seguir por este jardim encontrará a garota petrificada e poderá libertá-la. Sypha possui a habilidade de magias dos elementos.

Adrian F. Tepes, 'Alucard' - É o filho rebelde de Drácula. Numa promessa feita no leito de morte de sua mãe, Alucard prometeu impedir os atos maléficos de seu pai. Sabendo da derrota dos dois heróis Grant e Sypha, Alucard parte para as catacumbas onde fez um refúgio secreto. Caso você passe por esta região ele irá testá-lo. Alucard pode disparar bolas de Fogo e virar morcego.

Jogabilidade

A incrível jogabilidade de Castlevania III são os múltiplos caminhos que você pode escolher, não há apenas um caminho para o Castelo de Drácula. No final de certos níveis você terá uma escolha entre dois caminhos diferentes, cada um com um nível diferente. Isso significa que você não precisa jogar todos os níveis no jogo para chegar ao final, mas também significa que você pode voltar e jogar o jogo novamente, levando caminhos diferentes, o que agrega um valor de repetição.

Qualidade gráfica
Os gráficos de Castlevania III foram considerados muito bons para época, com um efeito de névoa revolucionário para o ano de seu lançamento, dando um clima ainda mais macabro ao jogo. Os cenários e inimigos muito bem detalhados.
Curiosidades
A versão japonesa de Dracula's Curse difere da americana e da européia em diversos pontos:
O ataque principal de Grant não é um golpe de sua adaga, mas sim facas atiradas à distância.
  • A fonte principal usada nos textos da versão japonesa é simples e padronizada - diferente do estilo gótico adotado na versão americana.
  • Os seios da chefe Medusa são expostos normalmente na versão japonesa, enquanto nos EUA eles foram alterados para parecer um peitoral masculino. Do mesmo modo, algumas estátuas têm os seios cobertos na versão americana.
  • Os Flea-men corcundas, na versão japonesa, foram substituídos por Gremilins saltitantes.
  • Vários inimigos possuem coloração ou design diferente, ou possuem ataques diferentes.
  • Os cenários de várias fases possuem coloração diferente.
  • A versão japonesa original continha um microchip especial para músicas chamado "VRC6", que foi removido nas versões americana e européia. Esse chip adicionava três canais extras de MIDI ao sistema de som básico do NES, que era de apenas cinco canais. A razão dessa remoção era de que o console NES americano não suportava chips de som externos, então as músicas tiveram de ser reprogramadas para os EUA, o que resultou em uma mixagem totalmente diferente (e inferior).
  • A versão japonesa possuía gráficos ligeiramente melhores, com efeitos especiais mais avançados. Isso se deve à falta de outro chip que estava presente na versão japonesa mas não na americana, por ser fabricado pela própria Konami e não pela Nintendo.
  • Nos EUA, o nome de Trevor foi adaptado. Até hoje no Japão ele é chamado de "Ralph Belmondo".

Quem ainda não assistiu a série, corre para assistir, mesmo contando apenas com quatro episódios é uma ótima produção. Quem não ainda não conhece o game, é hora de se aventurar nesse clássico e quem já jogou, está na hora de enfrentar Drácula mais uma vez.



Abaixo você pode conferir o gameplay deste clássico do Nintendinho:
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