Entre um público extremamente exigente, e uma indústria que muito repete e pouco inova, temos a Nintendo, com suas decisões que a maioria não entende, mas costumam dar certo.
É nessa linha de pensamento que temos The Legend Of Zelda: A Link Between Worlds. A franquia é uma das mais adoradas do mundo, então a Big N não pode fazer feio. E como lançar um jogo num estilo 2D quando o público clama por Zeldas 3D cada vez maiores?
Resumo:
O jogo de Nintendo 3DS tem uma visão superior, comum para quem jogou o título de Super Nintendo. Com gráficos bonitos, Link tem que descobrir porquê um vilão está transformando pessoas de Hyrule em quadros, e então adquire o poder de andar pelas paredes, como se fosse uma pintura.
O jogo se assemelha muito ao The Legend Of Zelda: A Link to the Past do SNES, em termos de vilões, mapa e… Lorule, o mundo paralelo de Hyrule.
O jogo:
Zelda: ALBW é o título que muitos fãs esperavam. Embora não seja num mundo 3D, traz muitas novidades para a franquia, como o fim da linearidade e o aluguel de itens, além do mundo paralelo Lorule e novos vilões.
Os controles são simples e funcionam muito bem. Andar pelas paredes é algo SENSACIONAL. Eu olhava vídeos do jogo e achava legal, mas não tinha ideia de como é bom. Fico até triste pensando que pode ser uma função exclusiva desse jogo; poderiam implementar em outros jogos da franquia.
O título não é linear como outros da série. Em determinado momento, o jogo marca no mapa mais ou menos aonde ir, e você tem que descobrir sozinho. Nada muito difícil, o jogo é até fácil e, infelizmente, curto.
Você pode alugar itens ou comprar. Por um preço alto, é possível adquirir todos. A vantagem é que, quando alugamos vários itens de uma vez e morremos, todos voltam para a loja, quando compramos, é claro, não. Achar rupees no jogo não é difícil, o que nos permite ir comprando aos poucos.
Algumas dungeons estão em Hyrule, outras em Lorule, e para acessá-las é necessário cruzar os dois mundos, pelas diversas fendas espalhadas pelo mapa.
Além da história principal, você também tem que coletar 100 bichinhos chamados Maimai que parecem crustáceos, de diversas formas. A maior parte é fácil, mas alguns estão bem escondidos.
Os Zoras estão presentes, Kakarico Village, Death Mountain, itens clássicos… tudo para agradar um fã, com novos itens e chefes. O jogo é bem equilibrado, possui uma história muita boa, trazendo uma mistura do novo com o antigo, no ponto certo.
O efeito 3D funciona bem, sendo um dos mais bonitos do 3DS até hoje. O início é rápido, e em pouco tempo você já está por dentro da história, sem muita enrolação. Para quem ficar perdido, existe um fantasminha que dá umas dicas – nem sempre úteis. Também é possível colocar alfinetes no mapa, para marcar locais.
A trilha sonora também é ótima, agradando a todos. É possível realizar viagens rápidas com uma bruxa, e a exploração é realizada entre os dois mundos. Ao terminar, é possível recomeçar no Hero Mode.
Veredito:
O jogo é maravilhoso, um prato cheio para fãs da franquia. Quem prefere os Zeldas de mesa, deve dar uma chance para A Link Between Worlds, que é um ótimo título, que não irá decepcionar. Embora suscite nostalgia em muitos, traz vários elementos novos e só peca em uma coisa: podia ser maior!
Eu fechei em uma semana, 18 horas, e olha que explorei bastante. É tão bom que o jogo passa muito rápido e parece ser mais do curto do que realmente é. Mas não vejo a hora de jogar de novo! Não é um título linear, o que permite aos jogadores retornar a Hyrule e Lorule várias vezes.
Visual: 9/10
Jogabilidade: 9/10
Som: 10/10
História: 10/10
Carisma: 10/10
Nota final: 9.6
Crítica: podia ser maior! Embora seja no ponto certo, sem enrolação, é um jogo muito bom, acaba prendendo e parece curto. A arte do jogo pode não agradar a todos. Um mapa maior e mais puzzles seriam interessante. Os itens poderiam ser melhor utilizados.









