Depois de transformar uma homenagem aos jogos 8-bits em uma das franquia independentes mais importantes com Shovel Knight, a Yacht Club Games retorna com uma nova protagonista e uma aventura que olha para outra vertente dos clássicos. Em vez das fases laterais inspiradas no NES, Mina the Hollower adota uma perspectiva superior, estética de Game Boy Color e um mundo que combina fantasia, horror e personagens estranhamente carismáticos.
Lançado em 29 de maio de 2026 para Nintendo Switch 2 e outras plataformas, o jogo acompanha Mina em uma aparência retrô que esconde uma aventura construída com combates exigentes, exploração livre e diferentes possibilidades de personalização.
Mina the Hollower foi analisado no Nintendo Switch 2 com uma cópia gentilmente fornecida pela Nuuvem, parceira da Casa do Cogumelo. Vamos a ele.
Uma pequena heroína para uma ilha amaldiçoada
Se o título não havia deixado claro, Mina é a protagonista e a responsável pela criação dos Geradores de Faísca que abastecem a Ilha Tenebrous. Quando as máquinas deixam de funcionar e o lugar volta a ser tomado pela escuridão, ela retorna ao território encontrando uma população assustada e uma ameaça muito maior do que um simples problema de energia.
A história utiliza essa investigação como ponto de partida para apresentar diferentes regiões, criaturas e habitantes, revelando gradualmente o passado da ilha. O jogo não abandona o humor característico da Yacht Club Games, mas consegue inserir isso em uma atmosfera mais sombria, marcada por cemitérios, ruínas, laboratórios e criaturas.
Mesmo com influências claras aos clássicos, o jogo encontra uma identidade própria ao combinar macabro e adorável.
Cavar é apenas o começo
A principal habilidade de Mina permite que ela mergulhe no solo e avance por baixo da superfície. O movimento pode ser utilizado para atravessar obstáculos, evitar ataques, encontrar passagens escondidas e alcançar inimigos de maneiras diferentes.
A arma inicial acostuma o jogador com um chicote capaz de atacar inimigos a uma distância segura, mas outros armamentos com diferentes movimentos e alcances também dão as caras ao longo do tempo. Armas secundárias e diferentes amuletos ampliam essas possibilidades, permitindo criar combinações voltadas para algum atributo específico como força e velocidade, por exemplo.
Uma aventura antiga que nunca existiu
Visualmente, Mina the Hollower busca reproduzir as limitações e características dos jogos de Game Boy Color, utilizando uma paleta reduzida, personagens pequenos e cenários construídos em pixel art. A apresentação, porém, não está realmente presa ao antigo portátil: as animações possuem mais detalhes, a imagem ocupa uma proporção widescreen e a quantidade de elementos na tela seria improvável no hardware que inspira sua estética.
Essa combinação permite que o jogo pareça familiar sem se tornar excessivamente limitado pela nostalgia. Cada área utiliza cores e elementos próprios para construir sua identidade, enquanto os inimigos apresentam movimentos fáceis de reconhecer mesmo durante confrontos mais movimentados. O resultado lembra uma aventura perdida dos anos 1990, mas com a fluidez e a legibilidade esperadas de uma produção atual.
No Nintendo Switch 2, o jogo mantém uma apresentação limpa e um desempenho estável, algo especialmente importante para uma experiência baseada em movimentos rápidos e desvios precisos. O modo portátil também parece o ambiente natural para sua estética, aproximando ainda mais Mina the Hollower das aventuras de bolso que claramente ajudaram a inspirar seu desenvolvimento.
Escavar o passado sem ficar preso nele
Depois de tantos anos associado a Shovel Knight, seria fácil para a Yacht Club Games apenas repetir a fórmula que estabeleceu o estúdio. Mina the Hollower segue por outro caminho, preservando sua atenção aos controles, à pixel art e ao design clássico, mas aplicando essas qualidades a uma aventura mais aberta, sombria e exigente.
A maneira como escavação, exploração e combate trabalham juntos impede que o jogo seja apenas uma coleção de homenagens. Existe uma preocupação constante em transformar suas inspirações em mecânicas próprias.
Mina the Hollower entende que recuperar o passado não significa simplesmente reproduzi-lo. Ao combinar a aparência de um clássico de Game Boy Color com sistemas modernos e uma protagonista cheia de personalidade, a Yacht Club Games entrega uma aventura que parece nostálgica, embora nunca tenha existido antes.
Uma pequena heroína para uma ilha amaldiçoada
Cavar é apenas o começo
Uma aventura antiga que nunca existiu
Escavar o passado sem ficar preso nele
