A Nintendo já confirmou o lançamento de Super Smash Bros. Ultimate para o dia 7 de dezembro. E o retorno da franquia de sucesso já gerou expectativa nos fãs. Porém, a volta do game não tem apenas como objetivo um alto número de vendas. Para a produtora japonesa, o jogo pode ser o primeiro passo para que ela, junto do Nintendo Switch, entre de vez e se consolide no mundo de eSports. O anúncio oficial do jogo aconteceu no início do ano pela Nintendo Direct. A empresa asiática lançou um vídeo confirmando o novo Super Smash Bros., porém ainda sem um nome oficial. Foi apenas na feira E3, que ocorreu em junho, que o nome Ultimate foi confirmado na franquia. A empresa ainda anunciou algumas surpresas para a edição especial do game.
O Nintendo Switch já pode ser considerado um sucesso de vendas. Com pouco mais de um ano,o videogame tem dominado os números em diferentes mercados. No Japão, terra natal da empresa, o console conseguiu abrir uma diferença para os rivais. Apenas no mês de agosto, ele teve quase o triplo de vendas. Porém, a Nintendo ainda parece querer buscar mais mercado e o próximo alvo é o eSports. A ideia da Nintendo é associar o tradicional Super Smash Bros. com o recém lançado Switch e fazer o primeiro investimento no mundo dos torneios profissionais. Apesar de já utilizar o Wii para isso, principalmente com o premiado jogo Splatoon, a empresa nunca teve a atenção voltada para o eSports. Famosa pela originalidade, a Nintendo parece querer uma fatia desse mercado e, pelo sucesso recente de público, é capaz de realizar. Durante a E3, a Nintendo realizou dois torneios com o Switch. O primeiro foi uma espécie de Mundial de Splatoon 2, popular jogo de tiro da produtora. Já o segundo foi o Super Smash Bros. Invitational 2018, já com o novo game da franquia. Além desses, o Switch também realiza competições com Fortnite, principal game online do momento. No entanto, apenas com o lançamento do Ultimate que vamos conhecer o objetivo da
Nintendo.
Super Smash Bros. pode aproximar Brasil da Nintendo
Nos últimos anos, a Nintendo reduziu alguns dos investimentos que realizava no Brasil e, inclusive, delegou os produtos da marca para representantes oficiais. No entanto, é possível que uma presença maior da empresa no eSports resulte em uma reaproximação entre os dois. O motivo é a força com que os brasileiros estão crescendo nos principais torneios do mundo. Em 2017, por exemplo, a equipe
brasileira SG e-Sports virou notícia ao chegar nas quartas de final do Major de Dota 2, apesar da pouca tradição no jogo. Em 2018, a equipe PaiN Gaming era uma aposta, mas não conseguiu resultados. No entanto, o maior sucesso do Brasil ainda é no CS:GO com a recentemente extinta SK Gaming. Os brasileiros migraram para o renascimento da MIBR, equipe clássica brasileira. O time ainda está se reestruturando e, após um começo irregular, mira um bom resultado na Blast Pro Series. Porém, segundo as estatísticas do site da Betway, o time brasileiro entra como azarão. No dia 04 de setembro, a MIBR tem apenas 15,3% de chance de título. Já nas competições de League of Legends, equipes como a KaBuM e o Flamengo estão ganhando espaço cada vez maior e são favoritas para representarem o Brasil no Mundial. Ou seja, os jogadores brasileiros fãs de Super Smash Bros. podem ser a principal ferramenta de
aproximação entre Nintendo e o Brasil.
Com o lançamento do game em dezembro, bons resultados em futuros torneios faria com que a empresa começasse a rever o tipo de investimento que faz no mercado brasileiro e assim poderia, não só voltar ao país com mais força, como também apoiar futuros jogadores profissionais que utilizam o Switch como videogame para competições.

