A Grande Final da Segunda Etapa do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL) em 2018 foi o capítulo de encerramento de mais um ano repleto de conquistas para profissionais, público e empresas envolvidas no cenário competitivo do jogo da Riot Games no Brasil. A KaBuM!, que havia conquistado a Primeira Etapa no semestre anterior, sagrou-se campeã da Segunda Etapa ao derrotar o Flamengo eSports; a Gillette se tornou a primeira patrocinadora oficial do cenário competitivo brasileiro de League of Legends; equipes firmaram contratos com diversas empresas consolidadas no mercado para aumentar seus cofres a fim de crescer competitivamente – caso da Team oNe, por exemplo, que agora conta com a Dell como parceira. Tantas outras informações, que serão destacadas através de números e informações nesta matéria, visam confirmar que o cenário competitivo de League of Legends não “é só um joguinho“. Dentro e fora do palco de Summoner’s Rift, mapa onde as partidas são disputadas, o CBLoL mostra ser muito mais.
A citação acima parte de ninguém menos que Emicida, rapper, compositor e destaque musical da Final da Segunda Etapa do CBLoL 2018, que aconteceu em 8 de setembro. “É só um joguinho, eles disseram. Ok, é só um joguinho, né? Peraê“, canta no refrão. A própria apresentação do artista no evento mostra que o cenário evolui constantemente e caminha na direção oposta de um “joguinho” – a direção que o cenário caminha visa o espetáculo. E não é de agora: a Cerimônia de Abertura da Final de 2017 também comprova que, para a Riot Games, não basta só os confrontos no jogo; um verdadeiro show à parte está sempre na mira para entreter o público.
Luzes, câmeras e ação. O espetáculo planejado funciona tão bem para os que acompanham in loco quanto para aqueles que assistem à transmissão televisiva. Sim, a grande final do campeonato – assim como outras partidas no meio da temporada – foi exibida pelo SporTV e consagrou novos números de audiência: segundo dados da assessoria da Riot Games no Brasil, dois milhões de espectadores acompanharam a final no canal televisivo SporTV 2 e mais 1,4 milhão pelos canais digitais da Riot na Twitch e YouTube em 2017. Isso significou um crescimento de meio milhão de espectadores, uma vez que 2,1 milhões de pessoas assistiram à mesma transmissão em 2016.
Os números da audiência brasileira são só a ponta do iceberg. Para se ter noção do sucesso que o jogo que coloca equipes de cinco jogadores frente a frente, a Riot Games também revela a importância do cenário competitivo ao redor do globo: o Mid-Season Invitational de 2017, campeonato mundial que reune os campeões regionais no primeiro semestre do ano, chegou perto de 364 milhões de espectadores em todo o mundo, com pico de até 4,3 milhões de pessoas assistindo simultaneamente.
O sucesso entre o público reflete na vida dos jogadores, narradores, comentaristas e especialistas sobre os esportes eletrônicos – em especial, os de League of Legends. Felipe “brTT” Gonçalves, veterano e atual jogador da equipe do Flamengo, conta com mais de 794 mil seguidores em seu perfil no Twitter. E se você estranhou o nome Flamengo pela similaridade com a equipe de futebol, saiba que até mesmo as organizações futebolísticas estão buscando espaço no cenário competitivo do game. O Santos, time de futebol da capital paulista, também conta com equipes competitivas em diversos jogos. Guilherme “Tixinha” Cheida, comentarista e especialista de League of Legends, é outro que conta com uma legião de fãs: em seu perfil no Twitter, o profissional possui mais de 290 mil seguidores.
A rotina dos jogadores profissionais, por exemplo, não fogem ao padrão de outras modalidades esportivas e vão à exaustão com treinos diários, possuem suas próprias estratégias e táticas definidas para cada confronto do campeonato, uniformes personalizados e, claro, torcidas. Jogadores, como o sul-coreano Lee “Faker” Sang-hyeok, buscam apoio psicológico profissional para lidar com pressão, estresse e todos os conflitos de viver uma carreira regrada a fama, mas muita pressão frente às telas do computador. O caso de Faker é curioso: o sul-coreano é reconhecido há anos como o melhor jogador profissional do mundo, mas após conquistar três campeonatos mundiais, viu seu desempenho – e de sua equipe – cair ao longo dos últimos anos. Caberá a ele e novas medidas da organização que representa para reconquistar o principal título de League of Legends.

Além do CBLoL, o cenário competitivo de League of Legends no Brasil também conta com o Circuito Desafiante, que serve como a Segunda Divisão das equipes. Há, como mencionado, outras regiões com cenários semelhantes: LCS América do Norte (LCS NA), LCS Europa (LCS EU), OGN Coreia do Sul Champions (OGN), League of Legends Pro League China (LPL) e a Garena Premier League (GPL) – entre outras. Os melhores qualificados das regiões, incluindo o campeão do CBLoL, também disputam o Campeonato Mundial, que, segundo o ESC, foi assistido por mais de 200 milhões de pessoas ao redor do mundo. “É só um joguinho, eles disseram“.
Com novo formato, a Primeira Etapa do Campeonato Brasileiro de League of Legends de 2019 já começou. A hora dos jogadores, equipes e da própria organização do campeonato provarem que não é só um joguinho chegou. Você pode saber mais sobre a atual edição do torneio aqui.

