Na década de 90 houveram vários títulos de luta, mas com certeza Street Fighter se tornou uma referência no gênero.
Em 1987 Street Fighter I não conquistou o sucesso esperado pela Capcom, talvez porque só era possível jogar contra Ryu e Ken. Mesmo assim marcou época. Em Street I, o jovem lutador Ryu e seu rival Ken percorriam o mundo contra guerreiros de diversas nações.
Mas aqui iremos falar especialmente de Street Fighter II (SFII) na versão do glorioso Super Nintendo. Antes de SFII não havia um amplo interesse nas produtoras em jogos de luta, o que logo foi mudado com o seu lançamento, pois além de popularizar o gênero trouxe uma nova dinâmica, jogabilidade excelente, além de gráficos surpreendentes para a época. SFII quebrou todos os recordes de popularidade desde pac-man, isso tomando como referencia o ano de 1992. Considerando o ano de lançamento o jogo que ficou mais tempo na lista dos dez mais jogados no Japão e criou uma verdadeira legião de seguidores pelo mundo, certamente gamers mais antigos (até mesmo os mais novos) conhecem os personagens deste lendário jogo.
Em 1992 revistas nacionais especializadas em games titularam SFII como o melhor jogo de luta da história.
O primeiro mercado a receber o game foi o japonês, onde se formou filas imensas para adquirir o jogo, além de verdadeiros leilões em importadoras americanas, onde fãs da serie disputavam um exemplar.
A espera realmente compensou, o cartucho vinha com 16 mega de memória, uma capacidade considerável para a época, além de um chip extra para o som, que otimizou a capacidade sonora, favorecendo assim uma das trilhas sonoras mais clássicas do mundo do game.
A Capcom conseguiu quase que igualar o jogo com a versão arcade da época trazendo os personagens e golpes especiais no cartucho. O que mudou um pouco da versão de fliperama foi os cenários, mas estes para evitar “slowdown”.
Um dos pontos forte do game são os personagens, que como foi dito acima estão presentes na cabeça de muitos gamers. Em SFII temos oito personagens selecionáveis, para os parâmetros de hoje parece pouco, no entanto para 1992 foi uma inovação.
Embora hoje a história de SF seja complexa e bastante aprofundada, em SFII isso não parecia ser o ponto forte, sendo o enredo mais voltado a um torneio mundial de artes marciais, onde diversos lutadores das mais variadas nacionalidades se enfrentavam.
Por fim não poderia deixar de citar algo me deixou muito confuso na infância, os nomes diferentes entre versões americanas e japonesas. Há quem diga que o nome M. Bison foi baseado no boxeador Myke Tison, e com receio de ser processada ao levar o game para os EUA, a Capcom alterou o nome de três dos quatro chefes ocultos, sendo que apenas Sagat não sofreu alteração.
Se por um acaso você ainda não conhece SFII, jogue! Pois somente os clássicos conseguem uma longevidade no mundo dos games e Street é um deles. Vale muito a pena!
O especial “Máquina do tempo” sobre Street Fighter II foi de autoria do nosso colega Randal Júnior, muito obrigado pela matéria.





