No mês passado, empresas norte-americanas de capital aberto apresentaram relatórios à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos que detalhavam as origens do minerais usados em seus produtos extraídos em zonas de conflito. Mesmo não obrigada a fazer o mesmo, a gigante japonesa Nintendo ofereceu detalhes sobre seus relatórios referentes a 2018, mostrando que não mudou muito em relação ao ano passado.
As zonas de extração de minérios ficam em regiões de conflito na África, ricas em ouro, estanho, tungstênio e tântalo. O conflito mencionado vem de grupos de mineradores que usam trabalho escravo para mineração, e que depois vendem os minerais coletados para financiar conflitos armados. Os mesmos minerais extraídos são necessários para a produção de diversos equipamentos tecnológicos, incluindo a indústria de games (via GamesIndustry).
Críticas caem sobre a Nintendo – e outras empresas – desde 2014, quando a gigante japonesa relatou que somente 47% das refinarias ou fundições não cometiam violações de direitos humanos. A porcentagem subiu para 74% em 2016, e para 76% em 2017, o que mostra que os esforços em atingir 100% da não violação ainda não são suficientes.
Mesmo com melhorias nos números, a Nintendo ainda segue atrás da Microsoft em porcentagem de certificação. Já a Sony não divulgou uma porcentagem exata, mas estima-se que esteja entre 80% e 89%.
“Avaliamos os resultados e realizamos entrevistas diretas com parceiros de produção de alto risco para entender a situação com precisão e buscar a compreensão mútua“, disse a Nintendo sobre o assunto.

