Olá Gamers,
Os games Indies tem tomado uma proporção absurda no universo gamer, e ao meu ver, isso é ótimo. No texto de hoje, falaremos sobre mais um Indie, The King’s Bird, jogado no Xbox One, com a chave sendo amavelmente disponibilizada por nossos parceiros da Devolver, mas também é possível apreciar esse game no PC, PlayStation 4 e no fantástico Nintendo Switch.
Produzido pela Serenity Forge, o jogo em análise é surpreendente, desafiador e muito bem trabalhado, especialmente no quesito áudio-visual. O bom trabalho de grafia e musicalidade tornam o game muito charmoso, porém, com alguns pontos de melhoria.
História
O game por si só não nos da uma história solida, mas sim, trabalhamos em meio a deduções de acordo com as cenas mostradas. Não há diálogos verbais, mas sim gestuais, e a cada vez que os personagens abrem a boca, saem sons como de cantores de ópera, algo agradável mas pouco explicativo.
Em suma, estamos no comando de uma criança rebelde que esta “presa” em uma cidade, aqui encontramos um “patriarca”, um ser mais poderoso e mais velho que esta sempre dizendo para não seguirmos em frente, mas é claro que nosso personagem não obedece, ele ganha poder para sair da cidade, explorar outro cenário, coletar itens e ir ao encontro da liberdade em um reino perdido.
Jogabilidade
The King’s Bird é um jogo de plataforma em que o voo é a principal mecânica de locomoção e exploração. No início os controles são “leves de mais” o personagem pula ou desliza e quando você pensa que ele deveria parar, ele continua e morre, com isso, até o gamer pegar o “time” das ações, acabam existindo mortes injustas, mas isso é por pouco tempo. A parte do voo não é muito fácil de controlar, exige uma certa prática, mas logo após, tudo se torna fluido, rápido e ágil, deixando a game play até fácil, porém como já mencionado, o jogo demanda um pouco de paciência e prática até que tudo esteja nos eixos.
Gráficos
Vemos neste game apenas as silhuetas dos personagens, vemos as sombras, algo semelhante a Lost in Shadow do Nintendo Wii, isso combina muito bem com os cenários exacerbadamente coloridos. Não há nada de ruim neste ponto, pelo contrario, tudo se completa, tudo busca formar uma coisa só e tudo faz parte “da parte como um todo”.
Sons
As trilhas sonoras são belíssimas e muito imersivas, fazendo você realmente entrar no cenário e ficar animado com a jogatina, para mim, este é o grande trunfo desse game. As “conversas” são feitas em tons musicais entre os personagens, variando entre oitavas acima e oitavas abaixo. É possível ver o grande capricho da produtora independente na questão musical e isso a faz merecer um grande parabéns.
Veredito
The King’s Bird é um game bem divertido e desafiador, a sonoridade nos anima mas o inicin da jogabilidade não cativa, porém é simples para compreender os movimentos. Aconselho a você, amante dos games Indies a adquirir este game e apreciar tudo que ele pode proporcionar, seja em pontos bons ou em pontos a melhorar, mas lhe garanto que a experiencia irá impressionar.



